O projeto EXPLORATERRA valoriza o património cultural das grandes explorações marítimas portuguesas e espanholas da história.

Esta iniciativa, a qual conta com um orçamento ligeiramente acima dos 6 milhões de euros, decorre até dezembro de 2022, nela participando várias instituições culturais e turísticas de Portugal e Espanha.

3 de dezembro de 2021 – O projeto EXPLORATERRA, uma iniciativa para preservar, valorizar e promover o património cultural relacionado com a era das grandes explorações marítimas portuguesas e espanholas, foi apresentado esta manhã pelo presidente da Fundación Nao Victoria, José Fernandez de Cabo, a Consejera de Cultura da Junta de Andalucía, Patrícia del Pozo e o Teniente Alcalde Delegado da Área de Habitat Urbano, Cultura y Turismo do Ayuntamiento de Sevilla, António Muñoz.

É um projeto liderado pela Fundación Nao Victoria, financiado pelos fundos FEDER, através do Programa INTERREG V A España-Portugal (POCTEP) 2014-2020, contando com um orçamento de 6 milhões de euros e cuja execução decorrerá até dezembro de 2022. Esta iniciativa tem a participação de outras instituições culturais e turísticas da Andaluzia, Algarve-Alentejo e Galiza, como a Agencia Andaluza de Instituciones Culturales de la Junta de Andalucía, a Axencia Turismo de Galicia, a Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA) e a Região de Turismo do Algarve.

Cada uma das instituições envolvidas desenvolverá esforços para valorizar uma herança comum relacionada com as grandes explorações marítimas protagonizadas por Portugal e Espanha, nos séculos XV a XVII, as quais alteraram o curso da história e conferiram aos territórios um vínculo cultural, etnográfico e histórico especial em torno às mesmas, que chegou aos dias de hoje.
O EXPLORATERRA retoma o testemunho desta histórica cooperação e identidade marítima das regiões envolvidas, de forma a dar visibilidade a um atrativo património material e imaterial único e exclusivo da época, que ambas ainda se conserva. Com esse objetivo, deste momento e até ao final de 2022, será efetuado um vasto leque de ações, de entre as quais se destaca a recuperação e valorização das réplicas de barcos históricos e emblemáticos utilizados nessas expedições marítimas, digressões internacionais das mesmas, a criação do produto turístico “Terra de Exploradores” e de centros interpretativos em Sevilha, Lagos e Baiona, ciclos temáticos de conferências, exposições culturais, produções teatrais e a série-documental “Terra de Exploradores”, assim com a organização do “Festival Marítimo Comemorativo do V Centenário da I Volta ao Mundo – Sevilha 2022”. A Consejera de Cultura sublinhou que o projeto valorizará, através de todas as ações previstas, todas uma cultura transfronteiriça comum, a qual ajuda a unir e recuperar os espaços de uma história partilhada.

O presidente da Fundación Nao Victoria salientou que o Centro de Interpretación de Exploraterra de Sevilha, projeto que lidera e no qual colabora de forma especial o Ayuntamiento de Sevilla, será um legado permanente do V Centenário da I Volta ao Mundo, assumindo-se como uma referência nacional no que diz respeito à divulgação da “era de las exploraciones geográficas” e um poderoso fator de atração cultural e turística para a cidade. Este ponto de vista foi partilhado pelo Tiniente Alcalde de Sevilla, António Muñoz, enfatizando a cidade deve reter um legado permanente sobre as grandes explorações marítimas que a mesma protagonizou, durante séculos, através de este centro de interpretação.

Avança, definitivamente, um grande projeto, essencial para dar a conhecer o rico património histórico da era das grandes explorações marítimas, o qual diversificará e acrescentará à oferta cultural do espaço de cooperação e aumentará o potencial de atração de um turismo de qualidade nas regiões envolvidas.